Um dos períodos mais esperados do ano é o Natal. Chega com luzes, cores e sonhos. É o nascimento do Menino Jesus que se aproxima e para animar e manter viva a magia vem a figura do Papai Noel, um personagem símbolo que desperta a imaginação, a criatividade, os sorrisos, as memórias afetivas e as longas histórias que passam de geração em geração.
Gisele Orsi mora em Itapetininga e coleciona Papais Noéis há muito anos. Ao contar sobre as memórias de infância, ela disse que volta ao tempo e isso é sem dúvida, um momento mágico, de alegria no coração. “Quando eu e meu irmão éramos crianças, nós íamos, sempre no Natal, na casa da família da minha mãe em São Paulo. Ali, reunia tios, tias, primos e primas. E a casa sempre era enfeitada com os Papais Noéis. Na noite de Natal, o Papai Noel chegava. Então, eu tenho essa lembrança e foi por isso que eu achei lindo tudo isso e comecei a coleção”, detalhou Gisele ao Jornal Panorâmico.
Ainda em meio as memórias de infância e adolescência, Gisele recordou que o primeiro Papai Noel ganhou da avó materna. Foi um presente que tem guardado com o maior carinho. Depois desse, o gosto pelo velhinho barbudo de roupas vermelhas não parou mais.
“Fui adquirindo cada vez mais, gostando. A cada cidade que eu ia, comprava um ou até dois. Daí meus amigos também sabem que eu gosto e começaram a me presentear. Um é especial. Bem diferente e todo de madeira. É um que ganhei de um amigo que esteve na Alemanha. Hoje, são mais de 300 que formam a minha coleção”, disse Gisele Orsi.
Quando chega novembro, já é momento de enfeitar a casa. “Monto meu presépio, que é o símbolo mais importante do Natal, depois a árvore e daí começo a tirar das caixas as dezenas de Papais Noéis. Na janela da frente, fica um de tamanho natural para dar as boas-vindas para quem passa pela calçada. É muito gratificante decorar a casa. Eu me sinto realizada”, falou. Questionada se já chegou a escrever uma cartinha ao Noel, ela não titubeou na resposta. “É claro”, aos risos, já esperando qual presente irá receber neste Natal.
E curiosidades não faltam. Dizem as lendas que o Papai Noel não mora sozinho. Ao lado da Mamãe Noel, eles coordenam os elfos (que são muito conhecidos na Islândia) que fabricam presentes e cuidam das renas. Com trenó voador, Papai Noel percorre os países onde distribui alegria e pacotes com presentes. Se ele cruza países na mesma noite, a conta vai depender dos fusos horários. Viajando rápido de um país ao outro, ele teria uma média de 31 horas para cumprir toda a agenda. Isso é a magia para dar conta de tudo.
Quando se fala em Papai Noel, se remete a São Nicolau, um bispo grego do século IV, que viveu na região da atual Turquia. Era conhecido pela generosidade. Se tornou um santo venerado por ajudar pessoas pobres, especialmente crianças. Segundo documentos da Biblioteca do Vaticano, o nome dele pode ter diferentes origens etimológicas, ligadas a ideias como “vitória do povo” ou “elogio vitorioso”.
De acordo com registros históricos, Nicolau teria ajudado um vizinho pobre jogando sacos de moedas de ouro pela janela, durante a noite, para salvar as filhas do homem da miséria. Essa narrativa ajudou a consolidar o costume de deixar botas ou recipientes para que São Nicolau os enchesse de presentes, prática que, com o tempo, evoluiu para a tradição natalina conhecida hoje.
Aos leitores do Jornal Panorâmico, Gisele Orsi deixou um recadinho. “Quero desejar um Feliz Natal para todas as famílias. Que todos unidos, possamos festejar o nascimento de Jesus, rodeados de felicidade e harmonia. Que este período desperte em cada um, os melhores sentimentos e que eles venham para ficar no coração de cada pessoa”, finalizou o bate-papo.

