Com o tempo o crescimento de Itapetininga será inevitável. Mesmo que os vanguardistas tentem será em vão… Um processo natural que todos os municípios passam, alguns de forma acelerada, já outros tardiamente. Com isso opções boemias, tendências e perfis são construídos e conforme observo, irei traçar paralelos de como isso pode ser possível.
Os bairros modernizam-se e acabam ganhando características específicas muitas vezes influenciadas pela colonização, direcionamento estatal e fatores estratégicos como o desenvolvimento imobiliário oriundo de implantação de novos empreendimentos e etc. Em São Paulo temos:
Zona Oeste
Vila Madalena e Barra Funda
Zona Sul
Vila Olímpia e Moema
Zona Leste
Tatuapé e Mooca
Zona Norte
Santana
Centro
Anhangabaú e Rua Augusta
No Rio de Janeiro:
Zona Sul
Ipanema, Leblon, Copacabana e Botafogo
Zona Sudoeste
Barra da Tijuca
Zona Central:
Boulevard Olímpico, Saúde e Gamboa
Já em Curitiba:
Batel e Santa Felicidade
Enquanto isso em Sorocaba:
Campolim
Santa Rosália
Jardim Faculdade
O que tem esses bairros em comum nesses municípios? Possuem veias artísticas e boêmias em decorrência de estratégias comerciais que impulsiona a economia local e potencializa o turismo. O mesmo certamente ocorrerá aqui em Itapetininga, em momentos que hajam incentivos para investimentos e uma participação ativa do poder público que também é interessado nessa movimentação devido surgir novos contribuintes para o pagamentos dos tributos municipais como IPTU, ITBI e ISS, sem contar taxas.
Em Itapetininga destaco essas 3 regiões com potencial elevado para isso:
Rua 5 de Novembro (Vila Nastri – Vila Carolina)
Vila Barth
Vila Rio Branco
Centro
A região da 5 de Novembro, fazendo alusão à São Paulo tende a ser no futuro uma “Rua Augusta” dos tempos áureos. No momento há locais destinado ao Rock, Sertanejo, Pagode e Ritmos urbanos contemporâneos. Já houve também uma cena eletrônica no local, bem no início quando me mudei para a cidade. Entre 2015-2016 mas que em 2017 fechou as portas. Até curso de DJ foi possível na época (Hoje se você não for auto didata e quiser aprender deve deslocar-se à Boituva, Sorocaba, São Paulo ou Campinas e tentar sonhar e empreender no já saturado mercado). Antes da minha chegada ao município certamente haviam outros comércios com esse perfil.
Observo a Vila Barth com essas características também em decorrência ser um bairro jovem, certamente pela existência da FATEC. Ainda bem que iniciei meus estudos na faculdade antes da crise sanitária global e pude prestigiar o saudoso BARTEC, que ao lado da panificadora Soares e o tradicional Block fazem da região uma opção interessante, jovem e instigante.
Na Vila Rio Branco observo o crescimento de restaurantes e bares. Assim como ocorre em Curitiba e o bairro Santa Felicidade, este bairro tende a ter um perfil mais gastronômico e voltado a Happy Hour. Outro fator que contribui é a existência do SESI na região, que após peças de teatro e/ou apresentações musicais, filmes, shows e etc nada como bebericar ou comer algo. De hamburgueria à culinária caseira. Até um certo tempo até restaurante Italiano havia. Ainda existem a tradicional Padaria São Francisco e o restaurante japonês Fórum SUSHI.
Por fim há a região central com suas opções já consolidadas. Cidades como São Paulo e Rio de Janeiro tem na região central espaços que buscam resistência e propostas alternativas. Itapetininga ainda não amadureceu o suficiente para que essas propostas sejam no momento exploradas aqui mas nada impede daqui uns 5, 10 ou 15 anos, caso o entretenimento sobreviva pós 2030. Bares, Padarias e Restaurantes ditam a noite dos Itapetininganos nativos, naturalizados e turistas… Devido legislação municipal fica inviável clubs. O que há (Festa mensal de Flash Back realizado em clube social) o alvará vai das 22:00 às 04:00.
Pode ser prematura ou equivocada essas observações. Só o tempo definirá se haverá uma consolidação desses movimentos ou não. Para isso é importante os munícipes que anseiam progressismo abandonar perfis passivos e serem mais ativos, exigindo do poder público segurança pública, incentivos fiscais e o que for necessário. Transformar culturas provincianas que não desenvolvem em nada a cidade. Assim podemos chegar lá em meio à desafios comuns a todos (as).


