Tem uma moda perigosa crescendo, e pouca gente tá tendo coragem de falar, ou seja, tem gente trocando técnico por inteligência artificial.
Pegando treino pronto de corrida, de musculação, de triathlon… como se o corpo fosse uma máquina padrão, como se todo mundo fosse igual.
Bonito no papel, né? Só que o papel não sente dor.
A IA não sabe quando seu joelho começa a reclamar no km 6, não percebe sua respiração desregulada, não vê sua execução errada na academia, não sente quando sua cabeça tá no limite, e isso muda tudo.
Só que o barato, no esporte, quase sempre sai caro.
Sai em lesão, em frustração, em desistência silenciosa, porque treino não é receita de bolo.
Treino é ajuste fino, é dia bom, dia ruim, adaptação, conversa, olhar atento, é alguém que te puxa quando você pode mais… e te segura quando você precisa.
A IA não faz isso, pois conhece sua história, não sabe de onde você saiu, não sabe o que você tá carregando por dentro enquanto tenta continuar.
E é aí que mora o perigo…
A galera tá terceirizando o próprio corpo pra algo que não vive, não observa, não acompanha.
Eu uso IA (uso mesmo), seja pra escrever, pra organizar ideia, pra evoluir (aliás em vários dos meus textos das segundas feiras, sempre uso IA).
Mas treino?
Treino é coisa séria demais pra virar “copiar e colar”.
Quem vive o esporte de verdade sabe, não é sobre o melhor treino do mundo, é sobre o melhor treino pra você, naquele dia, naquele momento da sua vida.
E isso, nenhuma inteligência artificial vai conseguir sentir por você.