Visitantes dos cemitérios São João Batista e Santíssimo, em Itapetininga, relataram acúmulo de água, lama e problemas de manutenção nos locais após as chuvas registradas no fim de semana de Dia das Mães.
Segundo relatos enviados ao Jornal Panorâmico, poças de água se formaram em diferentes pontos das vias internas dos cemitérios. Moradores afirmam que, em períodos anteriores de chuva mais intensa, a água chegou à altura dos tornozelos dos visitantes em alguns trechos.
Os visitantes também relataram ruas sem pavimentação, presença de lama, restos de obras de túmulos e sujeira entre as sepulturas.
Em resposta, a Prefeitura de Itapetininga informou que entre sábado, 9 de maio, e domingo, 10 de maio, foram registrados quase 30 milímetros de chuva no município, segundo dados do Ciiagro. A administração afirmou que a limpeza e manutenção dos cemitérios são realizadas diariamente pela Secretaria de Serviços Públicos.
Sobre as poças de água, a prefeitura declarou que “não houve qualquer risco de contaminação” e que o escoamento ocorreu naturalmente após as chuvas.
Especialistas em saúde pública e saneamento apontam que cemitérios antigos exigem atenção maior em períodos de chuva, principalmente em casos de drenagem insuficiente, solo encharcado e acúmulo frequente de água.
A Resolução CONAMA nº 368/2006, que atualiza normas ambientais para cemitérios no Brasil, estabelece critérios relacionados à drenagem, impermeabilização do solo e proteção das águas subterrâneas para reduzir riscos de contaminação ambiental. O Ministério da Saúde também aponta, por meio da Biblioteca Virtual em Saúde, que cemitérios podem representar potencial de impacto ambiental quando há infiltração, acúmulo de água e condições inadequadas de manejo.
Segundo profissionais da área, o principal risco em situações como essa está relacionado ao contato com água parada, lama, fungos e bactérias, especialmente em pessoas com ferimentos na pele. Especialistas também recomendam evitar contato prolongado com água acumulada em áreas alagadas.