Celebrado em 19 de maio, o Dia Mundial da Doação de Leite Humano chama a atenção para a importância da doação como estratégia de saúde pública. O leite humano doado é destinado, principalmente, a recém-nascidos prematuros e de baixo peso internados em unidades neonatais, contribuindo para a redução de complicações e ampliando o acesso à alimentação adequada.
De acordo com o enfermeiro e estudante de medicina Victor Hugo Julio da Rosa, a doação vai além de um ato individual e possui impacto direto na saúde coletiva. Segundo ele, o leite humano complementa a amamentação, fortalece o sistema imunológico dos bebês e garante nutrição para crianças que não podem ser amamentadas diretamente pelas mães.
“A doação salva vidas e também promove equidade, permitindo que crianças de diferentes regiões e condições sociais tenham acesso a um recurso essencial”, afirmou.
Entre os benefícios para os bebês, Victor Hugo destaca a presença de nutrientes e anticorpos que ajudam a prevenir infecções, alergias e doenças futuras. Para as mães, a prática pode auxiliar na recuperação pós-parto, contribuir para a regulação hormonal e estar associada à redução do risco de câncer de mama e ovário.
Apesar dos avanços na área, os bancos de leite ainda enfrentam desafios. Entre eles estão os estoques reduzidos, o número limitado de doadoras regulares e a circulação de informações incorretas sobre a doação.
“Também existe a necessidade de manter padrões rigorosos de higiene e pasteurização. Além disso, práticas não regulamentadas, como a comercialização informal de leite humano, representam riscos sanitários”, explicou.
Segundo Victor Hugo, campanhas educativas desempenham papel importante para ampliar o número de doadoras. Ações em redes sociais, palestras em hospitais e orientações realizadas por equipes de saúde podem contribuir para informar e incentivar a participação.
Em 2026, avanços tecnológicos também passaram a integrar a rotina dos bancos de leite, incluindo sistemas de rastreabilidade, monitoramento digital, testes microbiológicos rápidos e processos controlados de pasteurização.
Para as mães interessadas em doar, o processo começa com o contato junto a um banco de leite humano ou hospital. As equipes orientam sobre cuidados com higiene, armazenamento e transporte. O leite coletado passa por análises e procedimentos de segurança antes de ser destinado aos recém-nascidos.
O Ministério da Saúde disponibiliza uma lista atualizada dos bancos de leite humano no país para facilitar o acesso das doadoras. Mais informações podem ser consultadas em Ministério da Saúde – Bancos de Leite Humano.