Confessions II – O álbum que resgata a essência de Madonna

Madonna dispensa aprensentações. Com uma carreira consolidade há 44 anos no entretenimento internacional ressurge novamente com grande relevância resgatando sua essência ousada que conta com parcerias assertivas em seu novo álbum Confessions II.

Seu novo trabalho nos mostra um resgate da rainha do pop junto à música eletrônica. Esse envolvimento dela com o gênero iniciou no começo dos anos 1990, mais especificamente no álbum ERÓTICA de 1992. Houve uma mistura de Deep House, com Hip Hop, R&B e New Jack Swing. Nos anos seguintes como em Bedtime Stories de 1994 continuou explorando essas sonoridades que estavam em ascenção em clubs estadunidenses e principalmente europeus. O ano de 1998 foi um divisor de águas com o lançamento de RAY OF LIGHT, considerado pela crítica especializada e muitos fãs entre os 03 melhores álbuns da artista até então. Nele sons voltados ao new age, techno e trip hop podem ser sentidos e apreciados. Com a virada do século houve flertes com o trance e djs já atuantes mas que com a contribuição da artista italo-americana houve uma explosão global, casos do inglês Paul Oakenfold, do projeto anglo-finlandês Above & Beyond e do produtor William Orbit que já contribuiu musicalmente para os irlandeses do U2 na faixa ELECTRICAL STORM. Em 2003 no auge da invasão do governo dos Estados Unidos ao Iraque, foi lançado American Life, uma crítica a política externa de seu país natal e que teve música presente no filme britânico 007 – Die Another Day, último filme de Pierce Brosnam como James Bond. Este último como single para a produção cinematográfica mas que foi incorporado ao álbum. O projeto mais aclamado desse período surgiu em sequência, com muita referência ao House e ao Disco. Confessions on a Dancefloor chegou abalando as estruturas noturnas no ano de 2005, levando muitos ao êxtase nas pistas, sejam no Brasil, América Latina, Europa ou Ásia. Os próximos trabalhos foram mais tímidos, no qual mesmo criticado ainda tenho bons olhos com relação ao Hardy Candy de 2008. Este projeto flertou com o hip hop e R&B dos anos 2000 com participações de Justin Timberlake, Timbaland, Pharell Williams e Kanye West, que dominavam o mainstream da época junto a demais artistas dos gêneros mencionados.

Houveram após Hardy Candy, no ano de 2012 MDNA com alguns hits mas nada muito impactante. Voltando ao mercado americano conseguiu atingir seus objetivos… No meu conceito, quanto no da crítica especializada o pior álbum de estúdio de Madonna chama-se ironicamente de MADAME X, lançado em 2019. A rainha do pop buscou atender o mercado latino americano com artistas locais fazendo participação em suas músicas e alguns europeus de origem ibérica. Não é um álbum empolgante e muitos acreditariam que seria o início do fim de uma majestade longeva… Como uma Fênix, 07 depois a rainha do pop mostrou o porque ganhou essa alcunha da mídia e indústria fonográfica. Fãs estrangeiros acreditam que Confessions II é o “fruto da união entre Ray of Light e Confession on a dancefloor”. O material é rico e as parcerias existentes nele são assertivas! Na década de 1980 ela ganhou espaço e admiração, na década seguinte consolidou-se e abraçou a música eletrônica e o hip hop para deixar como base o seu estilo registrado. Não teve medo de ousar e buscar novas sonoridades, mesmo que houvessem críticas e repulsas. Novamente sua alma e criatividade foram externadas com clipes magníficos, sons impactantes e pistas retroalimentadas com beats perfeitos para esquecer o mundo exterior e haver uma conexão profunda de uma vida noturna que busca não morrer precionada por políticas públicas áustera e overdose midiático que propõe qualidade duvidosa como tendências… O reflexo da pobreza cultural que assola o contemporâneo?!

O ápice de Confessions II sem dúvidas foi a aprensentação da artista no intervalo da final da Copa do Mundo FIFA em East Rutherford, EUA e que contou com os astros brasileiros Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho, que são penta campeões mundiais desde 2002, sendo o fênomeno vitorioso também na campanha do tetra no ano de 1994. O álbum apresenta faixas que abordam a House, o Trance, Techno, Trip Hop e Synthpop em seu repertório. O álbum explora diversos subgêneros da música eletrônica. Ele foi concebido como uma sequência de Confessions on a Dance Floor.

Alguns estão surpresos com o retorno apoteótico de Madonna, porém quem possui a majestade sabe o momento certo de voltar por cima após trabalhos não muito relevantes como foi Madame X. Falar de Madonna é chover no molhado, portanto aproveitem e curtam nas pistas e madrugada adentro essa obra prima.

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