Listening Bar – A reinvenção de propostas noturnas com boas curadorias!

A noite boêmia como conhecíamos até os primeiros anos da década de 2010 não exite mais… Ficou por lá. Certamente o “divisor de águas” foi o período pandêmico porém antes desse acontecimento global já desenhava-se um desgaste das cenas. O resultado que vemos é mais busca pelo retorno financeiro que uma curadoria que eduque auditivamente novos ouvintes. O “falecimento” da indústria fonográfica, da MTV em todo o mundo (No Brasil em sinal aberto e gratuito ocorrida em Outubro de 2013) e o fechamento de rádios, como a mais recente envolvendo a Rádio Eldorado FM que ocupava o dial de SP em 107,3 é um reflexo de uma mudança de estratégias, consumo e novas tendências… Nisso o Listening Bar vem com a proposta de resgatar boas curadorias e acolher os “inimigos do fim” com seus 35+, 40+, 50+ e até 60+ (Me incluo nesse grupo).

Conseguiram destruir o mainstream de diversos estilos. O apelo comercial e bairrismo contribuíram para alguns exageros nunca vistos. Até produtores de eventos com escassez de público apelando para um “open format” que mais desenha-se com algo descartável que duradouro… Isso passando pelo rock, hip hop, eletrônico, reggae e até ritmos mais identificados com a cultura nacional. A fuga de público e a pressão imposta pelo poder público por alvarás, licenças, taxas daqui, dali faz com que esqueçam-se da qualidade e busquem quantidade! Para projetos mais alternativos, autorais ou com propostas mais nichadas, até em grandes centros há o desafio de angariar novos clientes.

Os Listenings Bar é um conceito que surgiu e foi inspirado dos jazz kissa (cafés de jazz) no Japão. Com o tempo também esteve presente por Nova York, Londres e Berlim, agora encontra eco também por aqui no Brasil em cidades como São Paulo e Curitiba. O conceito nasceu no Japão na década 1950, quando bares dedicados ao jazz começaram a surgir em bairros boêmios de Tóquio. Hoje, o formato foi ressignificado: o vinil ainda é rei, mas convivem ali soul, afrobeat, lo-fi, MPB e até trilhas sonoras de cinema. Esses espaços dedicados à escuta ativa viraram tendência, na qual a música é a protagonista e o volume não serve para competir com a conversa.

Como Itapetininga logisticamente está próximo de São Paulo e Curitiba, a seguir segue algumas opções desse gênero para vocês curtirem quando estiverem em uma dessas métropoles. Esses tipos de conceitos que nos fazem enxergar outros formatos de consumir músicas e provocar frisson: Dōmo Bar, Formosa Hi-Fi, Matiz, Sala Bar, Terraço Notiê, Conselheiro e Fatiado Discos na cidade de São Paulo. Consulte horários e programação no instagram dos estabelecimetos que ao final vou disponibilizar aqui para seguirem. Já na cidade de Curitiba temos: Speaker Bar, Honey Vox Hi-Fi, PurpleCat, Macro Bar & Pista, Céu e Barleria.

Já pensou um dia termos uma experiência dessa em Itapetininga e sairmos do tradicional de fato?! Seria utópico?! Só o tempo pode dizer. Enfim… Quando puderem conheçam pois vale a pena! Como prometido, segue o instagram dos Listening Bars listados por aqui em São Paulo e Curitiba.

São Paulo – SP
Dōmo Bar – @domobarsp
Formosa Hi-Fi – @formosahifi
Matiz – @matizbarsp
Sala Bar – @salabarsp
Terraço Notiê – @terraconotie
Conselheiro – @conselheiro.listeningbar
Fatiado Discos – @fatiado_discos

Curitiba – PR
Speaker Bar – @speaker.bar
Honey Vox Hi-Fi – @honeyvoxhifi
PurpleCat – @purplecat.bar.records
Macro Bar & Pista – @macrobarepista
Céu – @ceu.bar
Barleria – @barleria_

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