Em um período em que a polarização enrraiza na sociedade ainda é necessário acompanhar debates e propostas nos meios de comunicação? É possível ainda reverter votos em meio a convicções diversas de períodos pré-eleitorais? Essas e outras questões nos faz repensar como acompanhar a política, sendo que as mídias sociais hoje possuem mais peso que os meios de comunicação tradicionais, mesmo em meio a propagação de notícias falsas.
Amanhã, 28/08 até 01/10 será iniciado o martírio de mentiras, promessas vazias e o pão e circo de sempre que a cada 02 anos envolvem muitos massas de manobras! Os cargos terão divisão ao longo da semana, sendo presidente e deputado federal com veiculação de seus programas às terças, quintas e sábados, enquanto para os postos de senador, deputado estadual e governador suas aparições discorrerão às segundas, quartas e sextas. No 1º turno os domingos estarão livres dessas publicidades eleitorais, porém nas localidades onde haverão o 2º turno esse dia semanal contará com inserções breves. No rádio, as propagandas serão exibidas entre 7h às 7h25 e das 12h às 12h25; na TV, das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55. Além disso, haverá chamadas dos (as) candidatos (as) de 30 ou 60 segundos distribuídas ao longo da programação das empresas de radiodifusão de todo o país… No segundo turno, o horário eleitoral gratuito será retomado entre 8/10 à 23/10.
No Brasil, durante o período eleitoral, o horário eleitoral gratuito é exibido simultaneamente em todas emissoras de TV aberta e de rádio AM e FM do país, incluindo as comunitárias. Seus streamings não são obrigados a retransmitir. Ele foi instituído pela lei Nº 4.737, de 15 de julho de 1965, que criou o Código Eleitoral Brasileiro. Atualmente, o horário eleitoral é regulamentado pela Lei nº 9.504/97 com alterações baseadas na Lei nº 13.165/2015. Uma curiosidade é que a lei não considera como obrigatória a participação direta do candidato na sua própria propaganda. Assim, o tempo de propaganda pode ser preenchido com diferentes recursos publicitários previstos, tais como caracteres com propostas, fotos, jingles e clipes com música ou vinhetas. A norma ainda prevê a participação de apoiadores, que poderão dispor de até 25% do tempo de cada programa ou inserção, sendo vedadas montagens, trucagens, computação gráfica, desenhos animados e efeitos especiais. Anúncios gratuitos isolados também são veiculados ao longo do dia, como inserções na programação normal das emissoras. Esse tipo de propaganda ocorre durante os 35 dias que antecedem o dia anterior à véspera da eleição. As mudanças foram feitas com base na Lei 13.165/2015. O termo “gratuito”, na prática, refere-se apenas aos partidos e seus candidatos. As emissoras, embora não sejam remuneradas diretamente pelas propagandas, ganham descontos no imposto de renda por cederem espaços em sua grade para essas inserções…
Alguns países dividem igualmente entre os partidos o tempo disponível de horário político, como França, Grã-Bretanha e Dinamarca. Outros, como a África do Sul e Namíbia, dividem uma parte igualmente, e o resto por critérios de popularidade, de acordo com o desempenho do partido em eleições anteriores, tamanho de bancadas, desempenho nas pesquisas e número de candidatos, semelhante o praticado no Brasil. No México, 30% do tempo de TV é distribuído igualmente, independentemente do tamanho de cada legenda ou desempenho na eleição anterior. Os 70% restantes são alocados conforme o desempenho na última eleição. Na Espanha, o tempo é distribuído de acordo com o desempenho na eleição anterior. Na França, a fórmula é dividir o tempo de TV igualmente entre todos os presidenciáveis. Na Dinamarca, o tempo também é dividido por igual, mas um partido precisa ter ultrapassado certo número de votos na eleição anterior para participar do horário gratuito. Na maior parte dos países da África, apenas as TVs estatais veiculam o horário gratuito. Países como Nigéria, Libéria e Botswana obrigam as TVs estatais a veicularem propaganda política. Em Barbados, Canadá e Montenegro, o sistema é misto – os partidos ganham tempo gratuito e, além disso, podem comprar espaço adicional em TV ou rádio.
Com o avanço tecnológico há uma diversificação e consumo eleitoral por parte de eleitores e postulantes aos cargos políticos. Resta saber como consumir, investir e principalmente obter resultados assertivos no pós eleição como sociedade pois como indivíduos podemos traçar caminhos e ideologias diversas…


