Começa em Itapetininga a 2ª fase da Campanha “Fique Sabendo Tuberculose 2026”

A 2ª fase da Campanha “Fique Sabendo Tuberculose 2026” começa nesta quarta-feira, 16 de setembro em Itapetininga (SP) e segue até 30 de setembro. A iniciativa é realizada pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde e do Departamento de Vigilância Epidemiológica, com ações de busca ativa, orientações, diagnóstico e oferta de exame de escarro.

Durante o período, as equipes estarão em diferentes pontos do município para atender a população. A ação será realizada de forma descentralizada, com uma tenda montada diariamente em locais de circulação de pessoas.

Confira o cronograma:

  • 17/09 (quinta-feira): Feira Livre – Avenida Peixoto Gomide, das 9h às 12h.
  • 21/09 (segunda-feira): Abrigo Novo Tempo – Estrada Municipal Delfino Tavares Rosa, 551, Mato Seco, das 9h às 12h.
  • 22/09 (terça-feira): Igreja Santo Antônio – Rua Dr. Campos Salles, 4, Centro, das 10h às 12h.
  • 23/09 (quarta-feira): UBS Vila Arruda – Rua Itapetininga, 357, das 9h às 12h.
  • 23/09 (quarta-feira): Igreja Presbiteriana – Rua Virgílio Silveira, 246, Jardim Itália, das 18h às 20h.
  • 24/09 (quinta-feira): Igreja Adventista – Avenida Padre Antônio Brunetti, 1262, Vila Rio Branco, das 10h às 12h.
  • 25/09 (sexta-feira): USF Monte Santo – Rua José Martinho Asen, 300, das 9h às 12h.
  • 28/09 (segunda-feira): Em frente à Escola Alceu Gomes – Avenida Padre Antônio Brunetti, 1800, Vila Rio Branco, das 9h às 12h.
  • 28/09 (segunda-feira): Bezerra de Menezes – Rua Josefa Zaglobinski Krapt, 81, Jardim Bela Vista, das 15h às 16h.
  • 30/09 (quarta-feira): Igreja Santo Antônio – Rua Dr. Campos Salles, 4, Centro, das 8h às 10h.

Além dos pontos de atendimento da campanha, todas as Unidades de Saúde de Itapetininga vão intensificar a realização de testes para tuberculose durante o período.

A orientação é que pessoas com sintomas procurem a unidade de saúde mais próxima. Entre os sinais estão tosse por mais de três semanas, febre no fim do dia, suor noturno, falta de apetite, perda de peso, cansaço e dor no peito. Os sintomas podem ocorrer juntos ou separadamente.

O diagnóstico pode ser realizado por meio do exame de escarro, disponível nas unidades de saúde. Segundo a Prefeitura, o exame é simples e rápido.

O tratamento da tuberculose é oferecido gratuitamente e deve ser iniciado após o diagnóstico. A doença tem cura.

Desde fevereiro de 2026, a concessionária administra 285 quilômetros de rodovias paulistas, incluindo a Rodovia Raposo Tavares (SP-270), entre Itapetininga e Ourinhos. O sistema é formado por sete rodovias e passa por 13 municípios do sudoeste paulista. Para a análise climática, também foi considerado um corredor de 20 quilômetros no entorno das estradas, abrangendo 41 municípios.

O levantamento reuniu dados sobre temperatura, precipitação, déficit hídrico, focos de calor, registros históricos de desastres e condições relacionadas à erosão, inundação e escorregamentos.

Incêndios estão entre os pontos analisados

O relatório identificou 60,3 quilômetros de rodovias classificados com alta ou muito alta densidade de focos de incêndio. Também foram apontados oito trechos prioritários para ações de prevenção em três municípios.

Entre fevereiro e julho de 2026, foram registradas 32 ocorrências de incêndio nas rodovias administradas pela concessionária. Segundo o levantamento, a maior parte dos casos teve pequena extensão e permaneceu dentro da faixa de domínio. Em algumas ocorrências, o fogo atingiu áreas superiores a 500 metros.

Os dados analisados indicam relação entre períodos de menor chuva e registros de incêndios. No corredor considerado pelo estudo, os focos ocorreram, em média, após um acumulado de 9,2 milímetros de chuva nos sete dias anteriores, associado a níveis elevados de evapotranspiração potencial. Historicamente, julho, agosto e setembro concentram a maior quantidade de focos de calor.

Como parte das medidas previstas após o diagnóstico, a Via Raposo informou que vai instalar caixas d’água nas seis bases definitivas do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), atualmente em construção. Os reservatórios serão utilizados no abastecimento das unidades e no atendimento a ocorrências de incêndio.

Os seis SAUs também terão pluviômetros para o monitoramento das chuvas ao longo do trecho concedido.

Dois trechos foram classificados como de risco alto

A análise integrada dos fatores climáticos e ambientais classificou os subtrechos avaliados em diferentes níveis de risco. Ao todo, 55 foram enquadrados como risco médio e dois como risco alto. Nenhum trecho foi classificado como de risco muito alto.

Um dos pontos está na SP-278, entre os quilômetros 379,110 e 379,540, em Ourinhos. A classificação está relacionada principalmente à densidade de focos de incêndio.

O segundo trecho fica na SP-270, entre os quilômetros 188,310 e 189,740, em Itapetininga. Nesse caso, o fator considerado foi a suscetibilidade do solo à erosão.

O estudo também identificou 33,8 quilômetros em classe muito alta de erodibilidade. Na faixa de domínio das rodovias, foram registrados ainda 10 hectares classificados como de risco médio e quatro hectares como de risco alto para escorregamentos.

Projeções indicam aumento das temperaturas

O relatório também analisou projeções climáticas para as próximas décadas. Entre os resultados está a previsão de aumento das temperaturas máximas e da frequência de dias quentes.

No cenário de emissões elevadas considerado pelo estudo, a temperatura máxima anual projetada passa de 37,5°C no período entre 2016 e 2040 para 42,6°C entre 2071 e 2100. O levantamento também aponta aumento da duração das ondas de calor.

Em relação às chuvas, o diagnóstico não indica necessariamente aumento do volume total de precipitação. A projeção considera a possibilidade de concentração maior das chuvas em eventos de maior intensidade.

No cenário mais severo analisado, a precipitação acumulada nos dias muito úmidos pode aumentar 34%, enquanto a chuva máxima registrada em um único dia pode crescer 21%. Segundo o estudo, esse cenário pode aumentar a demanda sobre sistemas de drenagem e áreas suscetíveis à erosão.

Monitoramento deve continuar

De acordo com Emídio Moraes, coordenador de Meio Ambiente da Via Raposo, o diagnóstico será utilizado para orientar o monitoramento e o planejamento de medidas de adaptação.

“O diagnóstico nos permite olhar para o sistema viário não apenas diante das condições atuais, mas também considerando os cenários futuros, contribuindo para o planejamento e para o aumento da resiliência da infraestrutura”, afirmou.

A concessionária prevê atualizar o levantamento com dados de estações meteorológicas e fluviométricas, além de revisar as projeções e desenvolver medidas específicas para os trechos classificados como críticos. A proposta também inclui indicadores e uma rotina de acompanhamento dos riscos climáticos.

A Via Raposo administra a SP-270 entre Ourinhos e Itapetininga e outras rodovias do interior paulista, totalizando 285 quilômetros sob concessão. Segundo a empresa, estão previstos R$ 5,8 bilhões em investimentos durante os 30 anos de concessão, incluindo obras de duplicação, dispositivos de acesso, passarelas, iluminação, monitoramento por câmeras e serviços de atendimento aos usuários.

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