Novamente a sociedade estará a mercê dos “salvadores da pátria” que ludibriam, caluniam, usurpam e continuam a ser sustentados pelos contribuintes que ficam hipnotizados entre Agosto e Outubro bienalmente. Após esse período “despertam” para a realidade e vivem cobrando (muitas vezes em vão) aquilo que fizeram no passado, ou seja, a causa gerada tornou-se um efeito presente que despertam ansiedades por tentarem controlar um futuro que ainda não chegou… Aqui não vou defender lado A ou B mas trazer uma reflexão mais pragmática possível de todo um ecossistema que vive, sobrevive, agride e é agredido desde a época da Grécia antiga.
Não é novidade que os brasileiros irão escolher seus representantes políticos em Outubro para os cargos no executivo e legislativo. Falta uma educação política, econômica, social, filosófica e jurídica para que hajam escolhas mais coerentes. A política sempre será dúbia. Nunca será unânime… Transformar “serviçais do povo” em celebridades é o maior erro que uma sociedade pode cometer! Esses comportamentos geram consequências e as mesmas empurram o país para uma “roleta russa”. Polarização sempre trará riscos e flertes por radicalismos diversos… A anarquia que as relações internacionais estudam (governos e poderes descentralizados) acabam sendo mais democráticos que políticas polarizadas, ufanas e com “torcidas organizadas”.
Nos últimos anos é nítido não só no Brasil mas em boa parte da sociedade ocidental o aumento na escala de violência quando associamos a política. Não é novidade assassinatos com modis operandis frios, calculistas e de diversas faces. O século XXI apresenta-se esgotado, estressado e vitimizado… Os representantes do povo devem servir os que o colocam lá, mesmo que essa visão seja utópica mas deveria haver cobranças e punições para isso. Uma melhor gestão de recursos públicos em prol de um coletivo que vê retirado seus lucros para benfeitorias e muitas vezes esses valores são utilizados para pagamentos ilícitos (desde serviços sexuais à corrupção e etc). Com uma educação mais assertiva e investimentos sérios a sociedade deixará de ser coadjuvante de um sistema atrasado, preso a ideais de séculos passados.
Algum eleitor observa o currículo dos postulantes aos cargos públicos? Não apenas de forma acadêmica mas experiências na sociedade que possam fazer a diferença em nos representar? Alguns sim mas a maioria (Que conseguem eleger candidatos) sequer pensa em fazer isso… Acabam sendo massas de manobra por acreditarem no que lhes convém e muitas vezes barganham indiretamente em algo como contrapartida caso seu candidato (a) seja eleito (a)…
… Façamos uma reflexão séria do que queremos para o país e o mundo! Ser egoísta nesses momentos não ajudará! Aos que deixaram descendentes, pensem no futuro destes. Continuando do jeito que está a alienação e domesticação o qual somos submetidos continuará por séculos. Quem quer mudança abandona a passividade e tenta fazer algo.
Até breve…