Por que devemos investir?

Olá estimados (as) leitores (as) do jornal panorâmico. Nesta edição da minha coluna vou tentar explanar um pouco algumas concepções importantes para quem estiver acumulando dívidas ou enxergar seu dinheiro não rendendo, tentar proteger-se dessa anomalia econômica que atinge muitas famílias, independente se são de origem mais simples, classe média ou elite, afinal além de organização financeira existem os impostos que quanto mais ganhamos dinheiro mais o Estado está pronto para apropriar-se dos bens alheios para “levar infraestrutura” à sociedade como segurança, educação, saúde e auxílios diversos, mesmo que em boa parte isso seja utópico…

Vamos iniciar com o básico. Caso você possua dívidas, inicie quitando as mesmas, sempre dos valores mais baixos para os mais altos. Caso os mais altos estejam em patamares assustadores, negocie com a instituição financeira parcelamentos. Muito disso são juros por atraso. Após o pagamento da primeira parcela do acordo, seu CPF e/ou CNPJ será retirado da restrição em até 3 dias úteis, como no SERASA EXPERIAN (Instituições Financeiras, Bancos, etc), SPC Boa vista (Crediários em lojas com financiamento próprio) e em alguns casos na Associação Comercial do município, comum em Itapetininga, por exemplo. Só fiquem atentos para protestos, cheques sem fundo, crediários e financiamentos feitos através de promissórias pois isso resultará em anotações nos cartórios de protesto e isso é algo que geram muitos transtornos pois não prescreve em 5 anos. Seu CPF e/ou CNPJ só será removido da lista de inadimplentes após a quitação da dívida!

Após superado essa fase de dívidas tente dividir seu salário em 3. Uma porcentagem para gastos fixos (contas de energia, água, compras mensais, algum financiamento, cartão de crédito e etc). Outras duas porcentagens para lazer (viagens, diversão, entretenimento, vestuário, etc) e o principal investimentos (pode ser incluído reserva de emergência, como também e essencialmente investimentos em médio e longo prazo, como renda fixa ou renda variável, conforme o seu conhecimento). Uma porcentagem ideal seria respectivamente 50%-20%-30%, porém dependendo da sua realidade essas alíquotas podem facilmente serem alteradas, porém é importante os gastos fixos sempre estarem em um patamar entre 50% à 70%, a menos que sua gestão financeira consiga habilmente atingir valores mais baixos. Para os mais leigos recomendo inicialmente os investimentos em renda fixa pois eles não geram perdas significativas com a volatilidade existente no mercado financeiro. Inicialmente comece pelo banco que você é correntista ou tenha poupança. Lá eles possuem opções baratas como o CDB (Certificado de Depósito Bancário). Ele é um título de renda fixa emitido pelos bancos para captar recursos e financiar suas atividades. Em termos simples, ao investir em um CDB, você empresta dinheiro para o banco em troca de uma remuneração por esse período. Para isso verifique a porcentagem dessa rentabilidade. Outra opção é custear os investimentos do governo através do Tesouro Direto. O Estado precisa angariar recursos para poder dar sequência nas obras e quitação de suas dívidas. Existem várias opções de juros enquanto seu dinheiro está custodiado. Existem juros pré fixados, pós fixados, anuais, semestrais e também com acréscimos adicionais conforme o tempo que você pretende investir nestas aplicações. Há também setores estratégicos como os LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito ao Agronegócio). São valores que podem ser investidos como renda fixa e esses valores contribuem para financiamentos no mercado imobiliário e também no agronegócio por parte do banco ou instituição financeira emissora. Nisso o investidor torna-se uma agente superavitário e o tomador de crédito, seja imobiliário quanto ao agronegócio agente deficitário. No Comércio Exterior também existe algo semelhante através do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) que além de dar suporte financeiro a pequenas e médias empresas também auxilia exportadores e importadores através de financiamentos. Para o investidor de forma indireta o LCA já realiza essa operação.

Para quem já possui um certo conhecimento o mercado acionário é instigante. Não trate a Bolsa de Valores como um Cassino. Invista no Swing Trade e diversifique sua carteira e preferencialmente tenha de 5 a 10 empresas em seu portfólio. Busque sempre por empresas que geram dividendos e também é importante realizar análise fundamentalista da situação contábil dessas empresas que vocês pretendem investir (Elas são obrigadas a divulgar o balanço financeiro delas por determinação da CVM – Comissão de Valores Mobiliários, que regulamenta o setor, protege o acionista e fiscaliza as empresas listadas na B3 aqui no Brasil). Aos mais arrojados outras opções são investimentos no exterior (Esses investimentos estão sujeitos a flutuação cambial e legislação local). Segue a mesma premissa de investir no Brasil. É importante observar a cotação entre Real x Dólar Americano. O mercado estadunidense oferece opções muito boas mas cuidado com declaração de imposto de renda tanto no Brasil quanto no exterior. Para isso consulte sempre a legislação em vigor para evitar problemas com a receita federal do Brasil. Investimentos no exterior, sendo que você é residente no Brasil o fato gerador ocorre apenas no país que você reside, portanto dependendo dos valores não é necessário você declarar imposto de renda nos EUA já que seu endereço fiscal não está lá. Há também a opção de realizar investimentos cambiais. Nisso vocês ganham ou perdem conforme a oscilação das cotações oficiais do câmbio comercial envolvendo as divisas internacionais em paralelo à brasileira. Neste caso algumas empresas de remessa internacional que operam no Brasil e permitem você possuir cartão pré pago multi moedas torna possível a realização destes investimentos. Opte sempre por moedas fortes e antifrágeis, como o Dólar americano, Euro, Libra Esterlina e Franco Suíço. No envio dos valores quanto na repatriação dos mesmos é inevitável a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e o Spread (Lucro da Empresa que opera os valores). Nisto sempre fique atento (a) para não tomar prejuízos.

Por que investir? Para proteger-se da inflação, diversificando sua renda para ações em médio e longo prazo. Além dessas financeiras quem puder e tiver dinheiro guardado é excelente também investir em imóveis físicos (terrenos, casas, apartamentos, propriedades rurais, etc), Obras de Arte e em um negócio próprio, ou seja, em um comércio, sempre visando oferta e demanda e investindo racionalmente nisso para evitar problemas futuros. No caso de imóveis a tendência é sempre haver valorização natural, a menos que o bairro seja propenso ao aumento da criminalidade, infraestrutura precária, pontos de prostituição e etc que fazem o mesmo perder valor no decorrer do tempo… Obras de artes autênticas geram receitas bilionárias e um seleto grupo está inserido e envolvido neste ramo. Furando a bolha e tendo um bom networking é interessante estar inserido (a) neste nicho. Por fim no comércio sempre analise o ramo de atividade, localização, estrutura, separação de bens, custo da mão de obra, legislação local, tributos e etc. Evite desviar valores da pessoa jurídica para física sem critérios pré estabelecidos. O Prolabore recomendado no início da vida útil da sua empresa é de 10% a 30%. O restante 70% à 90% desse valor deve ser reinvestido na sua empresa para ela se consolidar no mercado. Quando o processo de maturação passar uma margem recomendável é no máximo atingir 50%-50% entre prolabore e reinvestimento na empresa. Caso seu prolabore em algum momento atinja 51% lamento afirmar mas isso sendo constante a tendência é a descontinuidade de um sonho e/ou propósito…

Resumindo… Diversifique sua renda, se possível. Você é CLT? Comece paralelamente empreendendo e separe suas contas e destino final das suas receitas! É servidor (a) Público (a)? Segue a mesma lógica. É empreendedor (a)? Estude outras áreas e invista com racionalidade. Espero que eu tenha te ajudado. Desejo muito sucesso à vocês. Até breve!!!

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