A transformação da vida noturna em diurna

Primeiramente feilz 2026 aos queridos (as) leitores da coluna. Nos resta agora colocarmos em prática os planos traçados no final de dezembro de 2025.

Neste primeiro texto de 2026 abordo algo que ocorre no cenário do entretenimento há algum tempo, ou seja, a transformação oriunda das novas gerações e com o amadurecimento das gerações X e Y (também chamados de millenials) a agitação da vida noturna acaba sendo transferida para atividades diurnas aos finais de semana. A importância e foco na saúde e bem estar ganha destaque e protagonismo, principalmente em regiões longe dos grandes centros que são desestimulados por interferência política, econômica, social e cultural. O status antes eram noites glamourosas e repleta de memórias e vivências porém atualmente a presença em academias, centros de treinamento e competições são o point de muitos que renunciaram a curtição em prol do bem estar. Bebidas alcoólicas são substituídas por suplementos… Há os que conciliar ambas atividades, opções de degustação e estilo de vida entretanto é nítido o esvaziamento de um e o aumento de outro.

É louvável as pessoas preocupando-se com a saúde cada vez mais. Sou um exemplo disso… Não abandonei ou me aposentei da vida noturna, apenas estou me reposicionando em um cenário desolador, principalmente quando fui forçado por aspectos econômicos a mudar de cidade. Toda mudança tem aspectos positivos e negativos, vai da mentalidade do indivíduo que vivência essa situação qual busca potencializar em sua vida. No interior há movimentos culturais intressantes que muitas vezes não encontramos nos grandes centros mas os incentivos são escassos, seguido de engajamento, principalmente quando insistem em monoculturas ou “propostas marginais” o qual ainda não há uma educação do público em consumir esse tipo de cultura. A consequência é uma ótica voltada apenas ao retorno financeiro e não um fomento de novas propostas o qual gera a descontinuidade de estabelecimentos ou alteração de filosofias e propostas iniciais até o desaparecimento definitivo.

Após o período pandêmico as academias ganharam mais alunos. Seja musculação, natação, artes marciais ou treinos funcionais, corridas de rua e crossfit. Até ciclismo houve um aumento significativo de praticantes. A interação social presencial que antes ocorriam em clubs, bares, raves, cafeterias e restaurantes hoje ocorrem no ambiente fitness e em clubes sociais, ou melhor também dividem essa proposta com os tradicionais já citados.

Tem os que critiquem como os que elogiem. Há também os que se adaptam. Desde 2014 por exemplo abandonei eventos noturnos que viram a madrugada salvo alguns específicos que abri exceção mas bem poucos. Desde então minhas preferências são por After Hours (com portaria aberta entre 05:00 às 08:00 tendo término de evento entre 12:00 às 16:00), Sunset Parties (iniciando a partir das 14:00 e finalizando entre 22:00 e 00:00) e day parties quando ocorrem (também conhecida como after do after ou de todos os afters que começam as atividades umas 07:00 e finaliza por volta das 21:00 ou 22:00). Aqui em Itapetininga não há essas 3 opções no momento. Já tivemos por aqui mas atualmente não temos. Os poucos espaços que ainda resistem são os destinados a Bares e Restaurantes e as poucas raves formato PVT que ainda conseguem furar a bolha.

Desde 2019 concilio ambas paixões. É possível curtir um bom treino e um bom evento com disciplina e moderação. Já há propostas de academias com layout de baladas com DJs (Disc Jockeys) VJs (Video Jockeys) e LJs (Light Jockeys) no recinto animando os treinos. Isso no Brasil e no exterior. Volto a afirmar, baladas e raves como conhecemos desde a década de 1970 à 2000 será descontinuada e terá um outro formato e perfil no pós 2030. Desde a década de 2010 vem se moldando esse cenário… Até o “flash back mainstream” mudou. Isso que ganhou força na década de 1990 com referências da de 1970, 2000 espelhando-se na de 1980, seguindo em 2010 com um revival pelos anos 1990 e atualmente na década de 2020 estamos nostálgicos com os sons dos anos 2000. Além do som a estética e moda acompanham esse movimento. Quem estiver estático (a) no tempo as portas se fecharão naturalmente! Seja isso em Itapetininga (Quase todos fecharam já), Sorocaba, São Paulo, Rio de Janeiro, Camboriú, Curitiba ou no exterior. Já há uma avalanche de descontinuação e mudanças de propostas dentro e fora do país.

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