A medalha não é conquistada no dia da prova, ela vem de meses de sacrifício e Itapetininga provou isso em São Paulo, no Ironman 70.3, onde dez guerreiros da nossa cidade cruzaram a linha de chegada, mostrando que sonhos ousados se tornam realidade quando há disciplina e coragem.
Entre eles, meu aluno Roberto Paixão, que provou que dedicação na planilha nunca falha.
Estar presente, vibrar e aplaudir cada chegada é sentir o verdadeiro espírito do esporte que é a união, a amizade e a superação.
Cada medalha carrega noites mal dormidas, treinos sob sol e chuva, lágrimas, sorrisos e muita fé.
E quando falamos em sonho realizado, precisamos lembrar do que vem antes, ou seja, O CICLO.
Ninguém chega a um 70.3, a uma maratona ou a uma meia maratona do nada. São meses, às vezes anos, de dedicação silenciosa, cada treino cumprido, cada refeição escolhida, cada noite de sono preservada enquanto o mundo lá fora chama… tudo isso constrói a vitória.
O ciclo é duro. Ele exige renúncia, transforma rotina em compromisso, força o atleta a dizer “não” muitas vezes para poder dizer um grande “sim” no dia da prova. É nesse caminho de abdicações que a medalha começa a ser conquistada.
Sonho exige disciplina. Acordar cedo quando todos dormem, trocar excessos por prioridades. O esporte não aceita ilusão só respeita quem paga o preço.
Hoje, porém, é dia de festa. Itapetininga celebra 10 finishers no Ironman 70.3 SP. É medalha no peito, orgulho no coração.
E ainda há mais motivos para comemorar, pois minha aluna, Talita concluiu mais um 21km e segue firme rumo ao grande sonho de enfrentar sua primeira maratona de 42km em 2026.
Parabéns a todos os itapetininganos que mostraram, mais uma vez, que nossa cidade tem sangue forte, coração gigante e atletas que inspiram. Que cada conquista sirva de exemplo para quem ainda está sonhando: só há uma maneira de transformar sonho em realidade, viver o novo e nunca desistir.

