Felicitações aos amigos DJs e amigas DJanes por essa data especial celebrada anualmente em 9 de Março. Aos selectahs também pois nutrem da mesma paixão pela música e busca qualificar-se tecnicamente para entreter apaixonados pelas pistas, sejam indoors ou outdoors. O que temos a comemorar?
É de conhecimento de muitos a desunião da classe, egos inflados e um mercado prostituído cada vez mais, porém em meio ao caos há coisas positivas acontecendo, em especial para a música eletrônica. Desde 13/02/2026 foi sancionado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) como patrimônio cultural do estado através da Lei 18.400/2026, a música eletrônica. O projeto de lei 462/2025 é de autoria do deputado estadual Caio França (PSB). Oficialmente o gênero é conhecido pelo poder público como bem de natureza imaterial integrante ao patrimônio cultural do Estado.
A importância dessa movimentação são inúmeras. Esse conceito em sua amplitude fortalece ações sociais, tendo identidades e memórias reconhecidas e preservadas como manifestações culturais. Nisso inclui-se movimento urbanos que moldam as cenas existentes. Clubs, Raves, Festivais e Projetos Independentes voltados à e-music ganham reconhecimento como expressão cultural e aniquila antigos preconceitos midiáticos e sociais em torno do gênero.
Outros gêneros já tiveram esse reconhecimento, seja no âmbito estadual, municipal ou federal, como o Hip Hop, o Samba, dentre outros que são considerados patrimônios culturais. O Reggae está no caminho e que conquiste esse patamar no Brasil. O estilo de origem jamaicana desde 2018 é patrimônio cultural pela UNESCO (há trâmites no Brasil para incluir o estilo).
Uma das justificativas do autor do projeto no estado de São Paulo levou em consideração a importância econômica da música eletrônica na estruturação que envolvem DJ, técnicos de som, designers, fotógrafos, baristas, bartenders, hostess, seguranças e demais atividades que movimentam a área. Com a formalização do projeto de lei há a possibilidade de diálogos entre o poder público e a cena eletrônica e as demais promulgadas já citadas, gerando futuramente políticas de incentivos estatais, ações de preservação da memória, programas de formação, etc. Além de gerar empregos, conecta o Estado de SP com outros países do mundo através de seus clubs, festivais e eventos em geral com versão brasileira majoritariamente sendo realizada por aqui com artistas estrangeiros, público e intercâmbio cultural como um todo.

