Tentativa de homicídio no Natal em Itapetininga foi ordenada por tribunal do crime, revela DIG

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itapetininga concluiu o inquérito sobre a tentativa de homicídio registrada no dia de Natal de 2025 e identificou que o ataque foi ordenado no contexto do chamado “tribunal do crime”. A vítima havia sido internada com ferimento por arma branca no tórax, e a investigação descartou a hipótese inicial de autoagressão.

Segundo a apuração, o crime foi motivado pelo envio, por engano, de imagens íntimas da vítima à mulher de um preso ligado a facção criminosa. O grupo interpretou o fato como desrespeito e iniciou uma ação de represália.

O inquérito indica que os envolvidos planejavam sequestrar a vítima para submetê-la a um “tabuleiro”, termo usado por integrantes de organizações criminosas para designar julgamentos informais. A execução, porém, foi antecipada, e a agressão ocorreu dentro da residência da vítima.

De acordo com a DIG, o grupo se deslocou até o local com funções definidas, entre vigilância e entrada no imóvel. A vítima sobreviveu por circunstâncias alheias à intenção dos agressores.

A investigação reuniu depoimentos de vítima, testemunhas e investigados, além de diligências técnicas e periciais, permitindo reconstituir a dinâmica dos fatos e individualizar as condutas. Os suspeitos foram indiciados por tentativa de homicídio triplamente qualificado e organização criminosa.

Dos cinco envolvidos identificados, três estão presos temporariamente e dois permanecem foragidos. O caso é conduzido pelo delegado Fernando Fujino.

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