Funcionários do telemarketing que atendem a Sabesp, contratados pela empresa Provider, denunciaram atraso no pagamento de salários e iniciaram paralisações nas operações em Itapetininga e em Poá desde sexta-feira, 05 de dezembro. Na tarde de segunda-feira, 08 de dezembro, cerca de 30% dos trabalhadores ainda não tinham recebido.
De acordo com relatos enviados ao Jornal Panorâmico, os salários que deveriam ter sido pagos no dia 5 de dezembro foram prometidos para sábado, depois para segunda-feira, às 10h, e, por fim, para o fim do dia.
Uma fonte, que pediu para não ser identificada, afirmou que muitos colegas seguem sem pagamento e que não há previsão oficial:
“Colaboradores sem salário, sem estimativa de quando vão ser pagos e sem nenhum anúncio do RH. Diversos funcionários de Itapetininga e Poá se manifestando e colocando pausas para não atender”, relatou.
Segundo ela, parte dos trabalhadores aderiu à paralisação:
“Os funcionários estão aderindo à greve porque as contas de fim de ano estão chegando e tá cobrando juros altíssimo. Não comunicam, estão tirando as pausas e praticamente obrigando a trabalhar sem receber.”
Por volta das 18h desta segunda-feira (8), foi informado que houve pagamento para uma parte do quadro, mas que “ainda tem bastante gente sem pagamento na conta”. Estimativa repassada ao Jornal Panorâmico indica que mais de 500 funcionários permanecem sem receber.
Em comunicado divulgado à categoria, o Sintratel (Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing) informou que cobra da Provider a regularização dos salários dos atendentes que prestam serviço à Sabesp. O sindicato afirma que a empresa não efetuou o depósito no quinto dia útil, em 5 de dezembro, descumprindo a convenção e o acordo coletivo de trabalho.
Ainda segundo o Sintratel, a Provider alegou atraso no repasse da tomadora, mas o sindicato contesta, afirmando que os atendentes são contratados diretamente pela Provider, cabendo à empresa garantir o pagamento em dia. Em reunião, a Provider se comprometeu a pagar os salários até as 10h de segunda-feira (8). O sindicato informou que, em caso de novo descumprimento, adotará medidas legais, incluindo a cobrança de multa por atraso.
O Jornal Panorâmico entrou em contato com a Provider para pedir posicionamento sobre o atraso dos salários e sobre a situação dos trabalhadores que seguem sem pagamento. Até o fechamento desta reportagem, não houve retorno.