Já estamos no 26º ano do 3º milênio porém certas práticas retrógradas continuam, são ressuscitadas e muitas vezes a busca incessante por inovação e novidades geram padrões duvidosos… Enquanto uns apontam o dedo para potenciais cafonices outros a vivem, sobrevivem e seguem felizes com suas propostas. Isso abrange mídia, padrões estéticos e todo universo artístico que tem medo em se arriscar com coisas novas e resgatam algumas roupagens nostálgicas. Algumas vezes bem assertivas já outras apenas para movimentar um mercado estagnado sobrevivente de crises pré fabricadas.
Somos manipulados constantemente em prol de um perfil associado ao PEA, ou seja PESSOA ECONOMICAMENTE ATIVA. O consumo retrô não ocorre por acaso. Ele discorre de propostas que fracassaram em ganhar as massas como ocorria facilmente em décadas anteriores, a introdução de novas visões, conceitos e ideologias em diversas esferas da economia, artes, comunicação e etc. Por fim no contexto global houve uma descentralização e distribuição de informações diversas, com isso novos formatos são criados mas sem base muitos sucumbem ao que tanto lutam contra, que é o chamado “sistema”. É louvável essa desconstrução e criatividade mas sem energias, alianças, buscas apenas pelo retorno financeiro e principalmente inflação de ego através de métricas para propagar auto afirmações todos perdemos como sociedade, algo muito comum por aí! A melancolia, a introspecção, desconfiança e comodismo facilmente encontramos no cotidiano… Culpam as gerações mais recentes mas foi na ausência de êxito de tempos outrora que chegamos nesse cenários. A conta chegou e ninguém quer pagar! Culpar é mais fácil…
A insatisfação pelo perfeccionismo nos tornam escravos permanentes de um sistema que só se importa contigo se há contra partidas, sejam elas afetivas, financeiras ou outros que lhe convier… Não existe a possibilidade de criação e sustentação. É uma competição constante que leva jovens a cometerem crimes contra suas próprias vidas devido a cobranças e métricas que as vezes servem para determinadas pessoas mas para outras por diversos motivos não se aplicam. Uma mentalidade cafona é insistir naquilo que possui cheiro de naftalina!
Concluo o artigo dessa semana chamando os leitores para uma reflexão geral: O que fazemos para um mundo melhor, mais dinâmico, democrático e assertivo?! separatismos, extremismos, julgamentos e etc. Não aliviará nossas almas e corações, apenas a camuflará por alguns momentos, além de tentar diminuir o próximo com a nossa soberba… Precisamos nos ressignificar com humildade e próatividade!

