Muitos sentem-se inseguros (as). Principalmente em metrópoles e megalópoles globais. Isso não é exclusivamente um problema urbano no Brasil, mas o mundo está à mercê dessas escaladas. Enquanto políticos discutem promessas vazias e elevam suas vaidades, a sociedade enfrenta o caos, o receio e desenvolve problemas de saúde em decorrência a incertezas. A quem interessa todos esses interesses?
Vamos iniciar localmente. Com o aumento da insalubridade social em grandes cidades, quem pôde conseguiu realizar um êxodo urbano-rural. Houve um crescimento em todo o Brasil a partir dos anos 2000. Entre as décadas de 1950 à 1990 ocorreu o êxodo rural devido às condições na época e o processo de industrialização e ofertas de emprego em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, principalmente. Em todo progresso também há exceções. Com uma oferta limitada e cada vez mais exigindo qualificações, nem todos (as) estão preparados (as). Com isso ocorre um aumento na informalidade e em alguns casos na criminalidade em determinadas regiões (Isso não justifica mas é o que acontece). As forças de segurança pública, conforme a atual legislação no Brasil, têm o papel de “enxugar gelo”. Não possui poder necessário para resolver o cotidiano. Nisso seguradoras lucram com o caos (nada contra pois é um ramo de atividade que auxilia quem precisa e está a mercê da incompetência do judiciário, legislativo e poder executivo), alguns meios de comunicação específicos (vivem de sensacionalismo) e alguns políticos que fingem lutar pelo povo, lutam pelo próprio bolso e construção de um império!
No âmbito internacional conflitos e guerras armadas servem como forma ostensiva de mostrar poder e dominância global ou regional. Geralmente esses conflitos estão relacionados a seguintes origens: Apropriação de território em decorrência a recursos naturais, poder geopolítico devido extensão territorial e posicionamento estratégico; imposição e subserviência política e econômica alinhadas, ou seja, caso haja um destaque ou desequilíbrio econômico e político que atrapalhe interesses de algumas potências, as mesmas criam narrativas em prol de restabelecer sua dominância. Sendo necessário invadem, destroem e humilham nações mais fracas para que após atingido o objetivo leve “democracia e desenvolvimento econômico” à nação destruída. Há casos mais recentes que esses países já enfrentaram problemas e após certas invasões houve uma intensificação na calamidade social, não recuperando mais do que antes era razoável… O Caos é uma realidade, infelizmente. Por fim geralmente guerras e conflitos são encerrados na maioria das vezes através de 3 situações: Assassinato do opositor de nação estrangeira; apropriação indébita de territórios, empresas, produtos, recursos naturais e etc com um pós guerra focado na “reconstrução do país” através de uma visão unilateral política, social e econômica do vencedor do conflito, sendo isto imposto e por fim através de acordos mediados por outras nações influentes, organizações internacionais como ONU ou OTAN e baixas militares consideráveis, seja do país invasor ou invadido. Nisso a mídia tem o papel fundamental. Seja em propagar em prol dos imperialistas ou na crítica a eles. Imperialistas são todas as nações que possuem dominância global ou regional. Mundialmente quem figuram neste espectro são: Estados Unidos e China. Regionalmente, em específico na América Latina estão México e Brasil. Na Europa, Alemanha, França e Reino Unido. No Leste Europeu a Rússia, na Ásia-Oceania-Pacífico Japão, Coréia do Sul, Índia e Indonésia, no Oriente Médio Turquia, Arábia Saudita e Irã e no continente africano África do Sul, Nigéria e Egito.
Voltando ao Brasil. Governos aproveitam politicamente situações sociais desfavoráveis para fazerem política. Prometem, as vezes fazem, mas o intuíto é deixar a sociedade dependente deles (governos). No viés socialista/comunista a pobreza, miséria e violência é decorrente do capitalismo pois esse sistema político-econômico não dá acesso democrático à todos (as), segregando muitos que não pertencem a uma elite de raízes européias e origens étnicas caucasianas. Já no capitalismo o argumento defendido é que existe a meritocracia e quem não consegue buscar melhorias acaba às margens do progresso e sociedade. Alguns setores do capitalismo, como a social-democracia que tem um posicionamento mais centro esquerda acredita que o Estado precisa qualificar indivíduos que não possuem oportunidades, com a filosofia de não dar o peixe mas ensinar a todos a pescarem. A onda conservadora compreende que a criminalidade é consequência de um política de segurança fraca, omissa e de um judiciário frouxo com muitos vícios e inseguranças. Há diversas visões e interpretações. Escolha a sua! Meu papel é mostrar as opções para não induzir vocês a acreditarem no que eu acredito. Democracia na prática é mostrar, respeitar e entender que existem diferenças e contraditórios… Mesmo com polarizações míopes, manipulações midiáticas e interesses obscuros de quem detém o poder político, econômico, jurídico, social e cultural.
É utópico pensar que em algum momento podemos mudar essa situação? A próxima geração precisa ser motivada a fazer o que não foi feito até então! Em um círculo vicioso a tendência não mostra isso no médio e longo prazo mas não custa agirmos pois quem faz a sociedade somos nós e os outros, não apenas eles (os outros). Espero que tenham tido uma boa leitura. Bom resto de semana e fim de semana por aí!

