Bate Papo com a Escritora Aldirene Máximo

Por: Aldiéres Silva

Nesta edição, venho com um bate papo aos leitores do Jornal Itapê 360. Estive em viagem e aproveitei para entrevistar a escritora e professora Aldirene Máximo. Formada em Letras pela Uninove com Pós – graduação em Psicopedagogia também pela Uninove. Desde criança ela esboça paixão pela Literatura e em 2017 lançou seu 1° livro “Eu acredito no Amor” com poesias autorais. O coquetel de lançamento ocorreu na renomada Livraria da Vila. Desde então, ela não parou mais. Organizou 7 antologias, prefaciou alguns livros e também exerceu seu trabalho como revisora.
No dia 15 de setembro deste ano, ela lançou o seu 10° livro, intitulado “Flor e Ser” durante a 26ª Bienal do livro de São Paulo.

Em suas férias, ela viaja à Itapetininga, onde recarrega suas energias e admira a arquitetura presente nos imóveis da região central da cidade.

Conheçam um pouquinho dessa autora incrível:

Como surgiu sua paixão pela Literatura?

Durante a infância, quando ouvia histórias contadas pelo meu pai, antes de dormir. Além disso, frequentava diariamente a biblioteca da escola. Leitora assídua, aos 12 anos, participei de um concurso literário da escola e fiquei em 1º lugar. Naquele dia, iniciei a escrita do meu 1º livro e não parei mais.

Qual gênero literário você mais gosta de escrever?

Embora seja o mais difícil, para mim, é o mais fácil: Poesia. Porém, tenho me aventurado nas Crônicas e na Literatura Infantil.

Qual (is) escritor(es)  ou escritora (s) te inspira (m) ?

Clarice Lispector,  Cecília Meirelles e Lygia Bojunga Nunes.

Como concilia suas atividades de escritora com as de professora?

Confesso que é um pouco complicado, pois escrever, para mim, é uma necessidade e às vezes, me falta tempo. Mesmo assim, eu consigo conciliar os dois. Inclusive, durante os planejamentos das aulas de Redação, por exemplo, as atividades que eu proponho aos meus alunos trazem – me grandes insights e eu sempre crio novos textos a partir dessas reflexões.

Como você enxerga a Literatura no Brasil?

Muito desvalorizada. Merecia destaque em nível mundial. O Brasil tem muitos autores talentosos. Infelizmente, faltam investimentos e também campanhas de incentivo à leitura. Existem muitos projetos bons, que incentivam crianças e jovens a lerem mais. Porém, acredito que não são suficientes.

Como você avalia o ensino da Língua Portuguesa e Literatura no Brasil?

Acredito que faltam investimentos, principalmente no que se diz respeito à preparação de alguns professores. Por exemplo: eu costumo indicar a leitura de obras literárias conforme o nível de proficiência do aluno. E mesmo que seja uma leitura obrigatória, que cairá no vestibular, eu indico adaptações, quando o aluno não tem o hábito da leitura.
Para facilitar o processo, sempre faço um resumo da obra (oralmente) e os instigo a fazer algumas análises, relacionando os temas dos livros estudados com os nossos dias atuais.
Não é sempre que atinjo 100% do interesse desse  público. Mas, houve momentos em que eu consegui.
Por eu gostar muito do assunto, acredito que isso facilita o processo. Mesmo assim, existe uma certa resistência dos jovens.

Qual a sensação de participar de uma Bienal?

Gratificante. Estive em 2018, pela primeira vez. Porém, este ano foi mais especial pois eu lancei o meu 10º livro. Senti – me privilegiada e ao mesmo tempo presenteada pela vida pois ser escritor no Brasil é uma missão desafiadora.

Além do concurso literário que ganhou na escola, você já ganhou algum outro prêmio?

Sim. Fui laureada pela AILB – Focus Brasil New York na categoria Poesia, em 2022 e em 2024. Meu sonho é ganhar um Jabuti!

Qual dica você tem a dar a quem busca seguir nessa área?

Acreditar no seu sonho é imprescindível. Os desafios são imensos. Eu, por exemplo, escrevo há mais de 30 anos e muitas vezes, pensei em desistir. Porém, sigo acreditando que espalhar Poesias pelo mundo, é, de fato, a minha missão.

Esse foi o bate papo que tive com a escritora Aldirene Máximo. Foi algo muito inspirador. Esperamos que de alguma forma desperte nos jovens o interesse em trilhar o caminho das palavras, poesias, artigos e crônicas…

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