Em democracias é válido a obrigatoriedade do voto?

Novamente estamos aqui observando culturas e filosofias que foram impostas e não questionadas há quase meio século no Brasil. Há a necessidade de tornar compulsório o ato de votar? Como podemos exigir democracia se as eleições brasileiras e de alguns países no mundo sistematicamente são reguladas através de medidas autocráticas com sanções pecuniárias havendo ausência do eleitor no pleito?

Fica difícil quando não compactuamos com discursos e atitudes de postulantes a cargos públicos e ter que estar diante de equipamentos eletrônicos sob custódia da justiça eleitoral para simplesmente invalidar escolhas… Gasta-se tempo e energia para rasurar estas. Há a opção de não ir, porém mesmo possuindo valores irrisórios a arrecadação destinada ao Estado sempre será um desperdício de dinheiro, já que o mesmo tem seus meios através de tributos implícitos e explícitos de “assaltar” o contribuinte. Utilizo esse termo porque muitos praticam peculato, não destina para a real necessidade os recursos obtidos dos cidadãos e com isso assistimos personagens atuarem sob regimentos protocolados sob cartas marcadas. A insegurança jurídica e a confiança perdida nos últimos anos é um caminho perigoso que gera um crescimento do sentimento anarquista na sociedade, seja a anarco capitalista, como a anarco comunista com seus ideais porém que diferem-se tendo como base o próprio capitalismo e socialismo.

Há opções de sermos viajantes e vivermos justificando ausências de forma legal, porém em algum momento podem resultar em sanções. Quem presta concurso público, precisa matricular-se em uma universidade, renovar o passaporte ou enviar documentos para um novo emprego através do regime CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) vai precisar desse papel que nos é entregue a cada 2 anos.

As diretas já foram necessárias porém a obrigartoriedade do voto, juntamente a cada 02 anos terem eleições (seria mais prático a cada 4, 5 ou 6 anos haverem eleições gerais para todos os cargos) é algo cansativo e desestimulante diante o cenário medíocre da classe política atual e judiciário usurpador de outros poderes com anuência dos meios de comunicação tradicionais. Se não for utópico quem sabe as próximas gerações resolvam isso?!

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