Por: Aldiéres Silva
Essa semana venho abordar um pouco sobre a cultura árabe, principalmente voltado a música e assuntos relacionado sobre. Houve um momento que o Brasil abriu as portas a essa sonoridade. Iniciou com apresentações em TV com Cheb Khalled com o Hit EL ARBI (O árabe) no final da década de 1990, aproximadamente entre 1997 e 1998. Depois a explosão ocorreu com alguns hits turcos como Tarkan e o seu SIMARIK (Garota Mimada) em 1999 e selou de vez após o sucesso da Novela O Clone (2001-2002) que nos apresentou artistas como o argelino Cheb Mami (Gosto muito desse cantor devido sua versatilidade) e o egípcio Amr Diab com os sucessos NOUR EL AIN (Luz Dos Meus Olhos) e EL ALEM ALAH (Só Deus Sabe). Há também o Sírio radicado brasileiro Tony Mouzayek que com a explosão da novela de Glória Perez, que narrou o amor entre a marroquina Jade e o brasileiro Lucas fez muito sucesso e abalou muitos corações e apaixonados pela cultura milenar. Mouzayek apresenta-se em todo Brasil até os tempos atuais. É importante passar um pouco sobre a mística árabe para podermos entender também as inspirações desses artistas.
Em artigos já publicado, referente as sonoridades do continente africano mencionei sobre os ritmos Raí, Chaab e o Al Jeel. Essas são os ritmos mais populares na região. O Oriente Médio e cultura árabe estende-se desde o norte do continente africado até a parte ocidental da Ásia, com cada país tendo suas características, culturas, influências e peculiaridades. Em algumas situações incluem também a Turquia porém o país possui mais identificação com a Europa do que com a cultura árabe. O seu alfabeto é um exemplo disso, que após a revolução que ocorreu através do governo ditatorial de Mustafa Kemal Atatürk que romanizou os caracteres de seu alfabeto. Muitos países vizinhos não se identificam em co irmandade com o país Euro asiático mas no Brasil ocorrem essas agregações com relação ao Oriente Médio.
Um dos principais instrumentos musicais característicos são o Alaúde (instrumento musical de cordas dedilhadas ou palhetadas, com um braço trastejado e uma caixa de ressonância em forma de meia-pêra) e o derbake (instrumento de percussão, semelhante ao djembe africano. É um tambor em forma de cálice. O instrumento é muito usado na dança do ventre, onde o solista e a dançarina precisam estar atentos às mudanças de cada um). Atualmente a região sofre forte influência de ritmos e culturas ocidentais. Há diversos estilos como Eletrônico, Rock e Hip Hop árabe. Sempre com um influências em sua melodia do Al Jeel, Chaab ou Raí. Onde ir de encontro a esses eventos?
Em São Paulo e Curitiba por exemplo há muitos restaurantes típicos que possuem shows ao vivo com dançarinas e músicos. Em São Paulo destaco o Alibabar na Zona Norte, a Casa 1001 noites na Zona Sul e o Dunas Bar na Zona Leste (É importante verificar a agenda dos estabelecimentos e conferir valores e atrações). Em Curitiba destaco o Baghdad Café localizado no bairro Mercês. Aqui em Itapetininga temos as vezes apresentações no restaurante Árabe, localizado no Center Park (Confira a agenda do espaço para ficar por dentro das apresentações). Esses eventos são destinados a toda família. Vá sem medo e aproveitem. Muitos locais apostam na arquitetura típica aliado a gastronomia e decoração, como os clássicos tapetes, mesmo esses sendo mais associado as nações da Ásia central e Sul da Ásia que não são consideradas nações árabes como o IRÃ (Tapetes Kilin), Paquistão (Kilin Manshard) e Gabbeh (índia).
Segue abaixo o Instagram dos espaços mencionados. Boa diversão a todos (as)
@alibabaroficial
@casa1001noites
@dunasbar_
@bagdadcafecuritiba
@arabebistroitape