Festival Dança+ Sarapuí reúne bailarinos e promove oportunidades de formação

5ª edição do evento será realizada neste sábado, 19 de setembro, a partir das 17h, em Sarapuí; entrada será mediante a doação de um quilo de alimento não perecível

Bailarinos de diferentes cidades participam neste sábado, 19 de setembro, da 5ª edição do Festival Dança+ Sarapuí. A programação começa às 17h e contará com apresentações nas modalidades competitiva e mostra de dança. Para acompanhar o evento, o público deverá levar um quilo de alimento não perecível.

O festival foi criado pela professora de ballet clássico Nicolly Santos, de 32 anos, com o objetivo de promover a dança em Sarapuí e reunir escolas e bailarinos da região. Segundo a idealizadora, a iniciativa surgiu da intenção de movimentar o município por meio da modalidade.

De acordo com Nicolly, a criação do festival também teve como proposta ampliar o espaço para apresentações de dança na cidade. “O Festival Dança+ Sarapuí surgiu com o intuito de promover a dança em Sarapuí. Quando eu criei a ideia, era movimentar a cidade com dança.”

As escolas participantes podem inscrever coreografias para a mostra ou para a competição. No formato competitivo, as apresentações são avaliadas por três jurados técnicos, que possuem experiência em diferentes áreas da dança.

Segundo a professora, apesar de cada jurado ter sua área de atuação, todos participam da avaliação das coreografias. “Além de técnico, eles são também generalistas. Todos os jurados avaliam todas as coreografias, tanto as competitivas como as que são somente mostra.”

As coreografias da competição recebem notas de zero a dez. Já os participantes da mostra não disputam colocações e recebem observações dos jurados sobre as apresentações.

Ao explicar a diferença entre as duas modalidades, Nicolly afirma que a mostra funciona como um espaço para apresentação e retorno técnico aos bailarinos. “Quem vem para a mostra não compete. Só mostra a sua arte e ganha um feedback. Quem vem para competir vem para concorrer.”

As apresentações são organizadas de acordo com faixa etária, modalidade e número de participantes. As categorias vão de baby a sênior e incluem coreografias individuais, em dupla e em grupo.

De acordo com Nicolly, a divisão é feita para que os participantes sejam avaliados dentro de critérios correspondentes às características de cada apresentação. “Uma criança não vai competir com um adulto, uma dança de balé não vai competir com uma dança de sapateado e uma pessoa dançando sozinha não vai competir com um conjunto. Então é tudo separado.”

Ao final da competição, as notas atribuídas pelos jurados são somadas para definir as colocações. Em caso de empate, é considerada a maior nota dada por um dos jurados técnicos.

Parcerias ampliam oportunidades de formação

Além das apresentações, o Festival Dança+ Sarapuí mantém parcerias com instituições ligadas à formação de bailarinos. Entre elas estão o Grupo Raça, de São Paulo, a Escola Bolshoi e instituições de dança da Itália. O evento também possui uma parceria relacionada à Disney, que permite a seleção de escolas para apresentações.

Ao falar sobre as iniciativas, Nicolly explica que as parcerias foram incorporadas ao festival para aproximar os participantes de experiências fora do circuito local. “A gente tem parceria com o festival da Disney. Algumas escolas são selecionadas para se apresentarem na Disney. Também temos parceria com o Grupo Raça, que é uma escola de jazz e ballet clássico de São Paulo, e algumas escolas na Itália.”

A Escola Bolshoi também participou das atividades realizadas em Sarapuí. No ano passado, a instituição promoveu uma pré-seleção durante o festival, com a participação de bailarinos da região.

Segundo Nicolly, uma das participantes foi aprovada no processo e passou a integrar o corpo discente da Escola Bolshoi. “No ano passado, a gente teve a parceria com a Escola Bolshoi. Eles vieram para Sarapuí fazer a pré-seleção e tivemos várias bailarinas participando. Dentro dessas pré-selecionadas, uma bailarina passou, ingressou na Escola Bolshoi e hoje ela está lá participando como corpo discente.”

Outro exemplo citado pela professora envolve um bailarino de Votorantim que participou da edição anterior do festival. Ele recebeu o prêmio de melhor bailarino e, como parte da premiação, teve acesso a um curso de dança contemporânea na Itália.

De acordo com Nicolly, o bailarino precisou realizar uma arrecadação para custear a viagem e conseguiu participar da formação. “Um caso muito bacana que aconteceu com a gente no ano passado foi de um bailarino de Votorantim. Ele ganhou o prêmio de melhor bailarino e recebeu um curso de contemporâneo na Itália. Ele fez uma vaquinha para conseguir viajar, foi para a Itália e, no meio do ano, fez esse curso.”

Após a formação, o bailarino recebeu uma proposta da instituição para continuar os estudos na Itália. Segundo a professora, a oportunidade prevê uma bolsa para que ele conclua a formação e ingresse na escola em 2027. “A escola gostou tanto dele que ofereceu uma bolsa para ele terminar os estudos e ser formado por essa escola. Ele recebeu esse convite agora para ingressar no ano de 2027.”

Para Nicolly, as experiências proporcionadas pelas parcerias fazem parte da proposta do festival de apresentar possibilidades de formação aos participantes. “Mais do que promover a dança em Sarapuí, ele também está dando oportunidades para jovens talentos criarem um caminho dentro do mundo da dança.”

Entrada será mediante doação de alimento

A entrada para o Festival Dança+ Sarapuí será feita mediante a doação de um quilo de alimento não perecível. Os produtos arrecadados serão encaminhados ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), que ficará responsável pela destinação às pessoas atendidas pelo serviço.

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