Decisão também determinou a prisão preventiva de outra investigada. Terceira suspeita cumprirá prisão domiciliar por questões de saúde. Caso segue sob sigilo
A Justiça decretou a prisão preventiva do pai investigado por violência sexual contra o próprio filho em Itapetininga (SP). A decisão foi assinada na sexta-feira, 29 de maio, e também determinou a prisão preventiva de outra pessoa investigada no caso. Uma terceira suspeita teve a prisão preventiva substituída por prisão domiciliar por motivos de saúde.
O caso ganhou repercussão após uma operação da Polícia Civil realizada, nesta terça-feira, 26 de maio, quando agentes cumpriram mandado de busca e apreensão durante uma investigação sobre crimes de violência sexual contra criança e exploração sexual infantil.
Segundo a Polícia Civil, a vítima é um menino que convivia com os três investigados. As investigações apontam que os abusos teriam ocorrido ao longo de vários anos e que parte das ações teria sido registrada em vídeos.
Durante a operação, os policiais apreenderam aparelhos eletrônicos que passaram a integrar a investigação, além de um simulacro de arma de fogo encontrado em um dos imóveis.
Na decisão, a Justiça destacou a existência de indícios de autoria e materialidade dos crimes investigados, além da necessidade de garantir a proteção da vítima. O magistrado também considerou o risco de intimidação de testemunhas e a possibilidade de continuidade das práticas criminosas como fundamentos para a decretação das prisões preventivas.
Ainda de acordo com a decisão, medidas cautelares alternativas foram consideradas insuficientes diante da gravidade dos fatos apurados. No caso da terceira investigada, foi determinada prisão domiciliar, com autorização para deixar a residência apenas em situações previstas judicialmente e para comparecimento a atos processuais.
O processo tramita sob sigilo judicial. A Polícia Civil segue com a análise dos materiais apreendidos e com diligências para conclusão do inquérito.