Homem foi detido durante a segunda fase da Operação Fake News. Caso teve início após a circulação de informações falsas nas redes sociais que acusavam a vítima de importunar crianças.
A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira, 03 de junho, o segundo suspeito de envolvimento em uma tentativa de homicídio registrada em São Miguel Arcanjo. A ação faz parte da segunda fase da Operação Fake News, que também cumpriu mandado de busca e apreensão contra o investigado.
Segundo a polícia, o caso começou em fevereiro deste ano, quando passaram a circular em redes sociais e grupos de mensagens informações que acusavam um homem em situação de vulnerabilidade de supostamente importunar crianças nas proximidades de escolas da cidade.
Após receber as denúncias, equipes da Delegacia de Polícia de São Miguel Arcanjo e da Delegacia Seccional de Itapetininga iniciaram as investigações e concluíram que as acusações eram falsas.
De acordo com a Polícia Civil, mesmo após a constatação de que não havia qualquer evidência contra a vítima, o homem passou a ser alvo de hostilizações. Com receio pela própria segurança, ele deixou São Miguel Arcanjo e seguiu em direção a Itapetininga.
Durante o trajeto, nas proximidades do Bairro Conceição, a vítima foi abordada por dois homens em uma motocicleta e agredida. Conforme a investigação, o ataque foi tratado como uma tentativa de homicídio.
O homem foi socorrido por funcionários da concessionária CCR e levado ao Pronto-Socorro de Itapetininga.
As investigações identificaram os autores do ataque. Um dos suspeitos foi preso poucos dias após o crime. Já o segundo investigado, apontado como passageiro da motocicleta utilizada na ação, foi identificado durante o andamento das apurações.
Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do suspeito e o cumprimento de mandado de busca e apreensão. Os pedidos foram autorizados pela Justiça.
Durante a operação realizada nesta quarta-feira, os policiais apreenderam o celular do investigado e a motocicleta que teria sido usada no crime.
Segundo a Polícia Civil, os dois suspeitos são apontados como integrantes da facção criminosa PCC e atuariam na chamada disciplina da organização na região.
As investigações continuam para o esclarecimento completo do caso.