Elevação do nível do rio foi registrada entre sexta-feira, 11 de setembro, e a madrugada deste sábado, 12 de setembro; não houve feridos em Itapetininga
O Rio Itapetininga transbordou após as chuvas registradas entre sexta-feira, 11 de setembro, e a madrugada deste sábado, 12 de setembro. Apesar da elevação do nível do rio, não houve registro de feridos, desalojados ou desabrigados em Itapetininga em decorrência do transbordamento.
A chuva também provocou registros em outros municípios da região. São Miguel Arcanjo teve rajada de vento de 59,8 km/h, Itapeva de 59,4 km/h e Paranapanema de 60,5 km/h. Em Piraju, na região de Itapeva, o vento chegou a 92,6 km/h, a maior rajada registrada no Estado de São Paulo até a atualização das 5h deste sábado.
Em Itapetininga, a única ocorrência registrada durante o período ocorreu na manhã deste sábado. Um carro ficou preso em um trecho alagado da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), no retorno do km 173, sentido Angatuba. O motor do veículo parou durante a passagem pela água, e o acesso foi interditado pela Via Raposo, concessionária responsável pela rodovia. Leia a reportagem completa.
O município também esteve entre as cidades que receberam alertas da Defesa Civil Estadual por meio do sistema Cell Broadcast durante a noite e a madrugada. As mensagens orientavam os moradores sobre a possibilidade de chuva forte, rajadas de vento e granizo.
Região teve rajadas de vento
Em São Miguel Arcanjo, na região de Itapetininga, a rajada chegou a 59,8 km/h. O município recebeu alerta da Defesa Civil durante o período.
Em Itapeva, o vento atingiu 59,4 km/h. Já em Paranapanema, a rajada chegou a 60,5 km/h. Avaré registrou vento de 60,1 km/h e teve pontos de alagamento durante a noite nas ruas Alagoas, Maranhão e 9 de Julho. Segundo a Defesa Civil, não houve vítimas, a água escoou e os locais foram liberados.
Em Piraju, na região de Itapeva, foi registrada a maior rajada do estado, de 92,6 km/h.
Na região de Sorocaba, os maiores acumulados de chuva nas últimas 24 horas foram registrados em Votorantim, com 66 milímetros, e Sorocaba, com 64 milímetros. Salto de Pirapora também teve registros relacionados às condições meteorológicas.
Em Cesário Lange, córregos e rios apresentaram níveis acima da média e permanecem sob monitoramento da Defesa Civil.
Defesa Civil registra 25 ocorrências no estado
Em todo o Estado de São Paulo, a Defesa Civil registrou 25 ocorrências relacionadas às condições meteorológicas desde as primeiras horas de sexta-feira, 11 de setembro. Os registros incluem alagamentos, quedas de árvores, deslizamentos de terra, quedas de muros e danos em imóveis e estruturas.
Até a atualização das 5h deste sábado, uma pessoa havia ficado ferida, 23 estavam desabrigadas e 66 desalojadas. Não havia registro de mortes ou desaparecidos.
Na capital, uma residência desabou no bairro de Sapopemba, deixando 24 pessoas desalojadas. No Jabaquara, duas moradias desabaram às margens de um córrego e outras oito foram interditadas por risco de desmoronamento.
Em Pariquera-Açu, uma rajada de vento derrubou tendas no Centro de Eventos Imigrantes. Não houve vítimas. O local foi isolado e o evento foi cancelado.
A Rodovia Régis Bittencourt também teve um trecho interditado no km 286 devido a um ponto de alagamento. Quedas de árvores foram registradas em Jaú, Campinas, Pederneiras e Bauru.
Alertas foram enviados durante a noite
A Defesa Civil Estadual enviou 15 alertas Cell Broadcast durante a noite e a madrugada de sexta-feira, 11 de setembro, para sábado, 12 de setembro. As mensagens foram direcionadas a diferentes regiões do estado, incluindo municípios das regiões de Itapetininga, Itapeva e Sorocaba.
Entre as cidades que receberam os avisos estão Itapetininga, São Miguel Arcanjo, Sarapuí, Itapeva, Avaré, Piraju, Paranapanema, Capão Bonito, Guapiara, Apiaí, Sorocaba, Salto de Pirapora e Capela do Alto.
Os alertas recomendavam que a população permanecesse em local seguro diante da possibilidade de chuva forte, rajadas de vento e granizo.
A Defesa Civil segue monitorando as condições meteorológicas por meio de radares, satélites, registros de descargas atmosféricas e observações de superfície. As equipes permanecem mobilizadas para o atendimento das ocorrências e acompanhamento das áreas afetadas.